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Havia luz
Uma minúscula chama
Açoitando fantasmas no imenso breu
Enquanto repousava o algoz
Sob a égide da impunidade, sem remorso algum.
*Trecho do poema "Trevas e Luz"
"Escrever é doar um pouco de si para quem lê"-Sônia Rodrih. Criação do Blog: Junho/2014 - Direitos Autorais, Lei:9.610/98.
[...]
Havia luz
Uma minúscula chama
Açoitando fantasmas no imenso breu
Enquanto repousava o algoz
Sob a égide da impunidade, sem remorso algum.
*Trecho do poema "Trevas e Luz"
Ela riscou o céu escuro
Num rastro de luz brilhante
E concedeu-me o desejo
De amor, naquele instante...
A escuridão tornou-se luz
A tristeza sorriu faceira
A solidão abriu os braços
Naquela noite, primeira…
As estrelas cintilaram, festivas
A lua plena, resplandeceu
Anjos entoaram hinos
E ali o amor nasceu...
O cruzar de olhares
O toque de mãos
Selaram o nosso destino
Eternizado no coração…
Sônia Rodrih
Data do poema: Maio/2021
Sônia
Rodrih
Data do poema: Mai/2021
Roubastes a minha paz
E vives em guerra com o teu coração
Eu sei!
Sequestrastes os meus sonhos
E vives em pesadelos
Eu sei!
*Trechos do poema "Amor Bandido"
Sônia Rodrih
Os dias não são os mesmos
No travesseiro, o seu cheiro
Na boca, o gosto do seu beijo...
As manhãs não são as mesmas
Sem Bom dia, sem carícias
Sem promessas para logo mais...
As noites não são as mesmas
Sem música, sem vinho
Sem afago, sem carinhos...
A vida não é a mesma
É só saudade
De você, minha metade!
Sônia Rodrih
Lembro-me da magia do encontro
Com segundas, terceiras
Com todas as
intenções...
Lembro-me da espera
Do frio na barriga
Da expectativa da chegada...
Lembro-me do
encantamento
Do toque de mãos
Da troca de
olhares...
Lembro-me do olhar
Aguçado e atento
Em decifrar intenções...
Lembro-me do silêncio
Carregado de significados
Que dispensou palavras...
Lembro-me do
inesperado
Do não programado
Da surpresa
gostosa...
Lembro-me do desejo
Do abraço que envolve
Do suspiro que infla o peito...
Lembro-me do aconchego
Descansado na paz do
afago
E repousado nas carícias...
Lembro-me
Do inesquecível
Do inimaginável...
Lembro-me
Porque está cravado
Porque está eternizado...
Sônia Rodrih
Que te rouba o chão
E te deixa nas
nuvens
Levitando
Em suspensão...
Que te rouba
sorrisos
E te deixa em estado
de graça
Meio bobo-alegre
Mais bobo, que
alegre...
Que te rouba a
sensatez
E te deixa sem
limites
Inconsequente
Meio adolescente...
Que te rouba a paz
E te deixa intenso
Inquieto
Menos esperto...
Que te rouba a
inocência
E te deixa voraz
Canibalesco
Mais que sagaz...
Que te rouba de você
mesmo
E te perde pelo
caminho
Perdido
Em meio a flores e
espinhos...
Que te ofusca a
visão
E te deixa febril
Embevecido
Mais que iludido...
Que te sequestra de
ti mesmo
E te rouba a razão
Perdição
É ela – a paixão!
[...]
Nas metáforas
Há um disfarçar, indisfarçável
Do sentimento indomável...
E no “inteiro teor”
Declaro-te
Todo meu amor!
*Trecho do poema "Inteiro Teor"
Sônia Rodrih
Chegaste tão frágil
Inseguro e vulnerável
Embora travestido de
força e poder...
Os anjos entoaram hinos
E dançaram a dança
do amor
Estava escrito...
Os beijos deram fôlego aos dias difíceis
As carícias
aliviaram as dores da alma
Os risos alegraram os
dias enfadonhos...
Experimentaste a paz,
nas batidas do meu coração
Conheceste o amor
nas ações
Amor inimaginável,
de outras vidas, talvez...
A turbulência de sentimentos,
por ti, negados
À procura de
validação
Abriu um grande
abismo...
Em meio ao combate
Palavras foram
lançadas feito flechas
E abriram grandes
feridas...
O terreno estava minado
E o amor tentava
sobreviver
À iminência da
destruição...
O inimigo estava à
espreita
O ataque certeiro,
declina o oponente
Derrotado pelo fator
surpresa...
Destituído e ferido de
morte
Sangra a ferida
imaginária
Dentro do peito, a
dor é real...
Em meio à destruição
Em meio à devastação
O coração ainda
pulsa...
Descompassado, pulsa
Desacelerado, pulsa
Insistente, pulsa...
Lentamente, pulsa
Em contagem
regressiva
Pulsa...
Sônia Rodrih